O que estou a escrever será isto um poema ?

Será?

Um poema, o pousar da borboleta no meu nariz ?

Aquele ferro enferrujado das grades de uma prisão longe daqui,

O fumo daquele carro cujo destino é um deserto sem fim,

Talvez o exercício físico da minha rede social.

Poemas estão escritos já faz tempo, dentro das cabeças,

Ecoa, na beata de cigarro que cai no chão, aquele que não ficou nem a metade,

È tudo o que nao é puro, deformidade.

Poema vê-se na palma da mão e no julgamento artificial,

Nisto o poema solta-se e cresce,

Vê-se em tudo o que é proibido, na duvida, no medo entre a razão e o sentimento, no mistério entre a tentativa e o falhanço…

…nos rascunhos de criança nos livros da escola.

Será isto que eu estou a escrever um poema ?

Eu acho que não.

 

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