Não devia acontecer o que não queremos que aconteça

Uma noite fria, é isso

A palavra no ar como um fio que se prolonga e entre de agulha em agulha no ar com o jeito rastejante de uma cobra

Á porta do ouvido ela tem curiosidade e é com o pensamento que se move dentro de todos os bocadinhos de carne vibrante

Os choques nervosos embrulham todo esse fio que lá fica preso

Aperta com tanta força, o peito explode

A cabeça fica mole e seca como um pano expremido! Não há água nem secura

A língua caiu

O som fugiu 

O fio partiu

A minha cabeça é um nó de pó e fagulhas

E se eu fosse parte de ti arderia tudo o resto

E nao restava nada, nada! Eu acho que nao vai restar nada

Os meus pés nao páram de andar, grrr que vontade de gritar 

Não pára , tripliquei, fui para um lado e fui para o outro mas nao sei em que lado fiquei…

(O meu saco? Preciso respirar!)

…Nem onde irei ir aseguir porque tive consciencia e nao tive e perdi-me foi-se nao tenho memória a cabeça onde está ? Onde está o nome que me irei chamar ? 

O que estou a fazer aqui ? O que é isto á minha volta ? Saiam, sai !

Devia estar viva ? Nao, naoo!

 

 

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s